Vamos travar o bom combate

Esta semana que passou, recebemos alguns reais a mais em nossos vencimentos: o pagamento de retroativos que estavam travados há vários anos e o pagamento do bônus de incentivo à cultura. Num momento de tantas dificuldades, dinheiro a mais em nosso bolso é sempre bem-vindo, no entanto, temos a certeza que ainda é pouco para o que merecemos e desejamos.

 

Já afirmamos, em outras oportunidades, que nosso combate não é apenas por salários, ele é muito mais amplo. Nossa constante peleja está sendo pela manutenção de direitos, contra os retrocessos que o governo ilegítimo quer nos impor e que têm repercussão direta sobre a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do Jaboatão.

 

Não podemos e não devemos dar trégua nesta luta de classe, mesmo que, recentemente, tenham nos aplicado mais um grande golpe, que vem a se somar a tantos outros: o leilão que colocou à venda seis dos oito blocos do Pré-sal, horas depois de Temer se safar da denúncia de corrupção no Congresso Nacional. O total arrecadado – R$ 6,15 bilhões – foi abaixo até dos R$ 7,75 bilhões que o próprio governo golpista de Michel Temer previa, significando a entrega do Pré-Sal, patrimônio do povo brasileiro, para grupos internacionais, ao preço irrisório de um centavo o litro, prejudicando a classe trabalhadora e os mais pobres, que seriam beneficiados com melhorias na saúde e na educação, com milhões de reais dos royalties.

 

Se não bastasse, o ilegítimo presidente Michel Temer também anunciou que colocará a Reforma da Previdência para votação, acabando com o direito do trabalhador e da trabalhadora de se aposentar, como se a culpa da crise do país fosse dos aposentados/as.

 

Ainda nem digerimos a aprovação da malfadada Reforma Trabalhista, que dia 11 de novembro entrará em vigor. É contra ela que estamos envidando esforços neste momento. Poderemos anulá-la através de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que será entregue ao Congresso Nacional. Para isso, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) está fazendo, em todo o Brasil, uma campanha de coleta de assinaturas.

 

É lógico que o SINPROJA abraçou esta iniciativa. Levamos aos locais de trabalho o formulário e orientamos que as assinaturas podem ser de qualquer pessoa que seja eleitora, devendo haver o engajamento de toda comunidade educacional, inclusive, dos estudantes e de suas famílias.

 

Solicitamos que nossa categoria se esforce no sentido de colher o máximo de assinaturas. Para saber o número do titulo é só entrar no portal anulareforma.cut.org.br, clicar na aba consulta ao título. Com nome completo e data de nascimento você pode acessar os dados necessários para colocar no formulário. Temos urgência nesta coleta, pois precisamos reunir mais de 1,3 milhão de assinaturas que serão protocolizadas na Câmara Federal, seguindo a mesma trajetória de qualquer outro projeto de lei, com votações dos/as deputados/as e dos/as senadores/as.

 

Ou lutamos agora, ou, quem ainda não entrou no mercado de trabalho, quando o fizer, vai encontrar um cenário devastador, de baixos salários, condições indignas, jornadas abusivas. Quem já está trabalhando, vai sofrer achatamento dos ganhos e perda de conquistas, como férias e 13º. Na prática, a reforma inviabiliza o projeto de justiça social e desenvolvimento que vinha sendo implementado na última década, o que não podemos permitir.

 

Assim, convocamos os trabalhadores e as trabalhadoras em educação, do Jaboatão dos Guararapes, para, dia 10/11, às 9h, na Praça do Derby, em Recife, participarem da assembleia conjunta da classe trabalhadora. Na ocasião, teremos declaração que cobrirá o turno da manhã.

 

À luta, companheiros e companheiras!!!!

 

FONTE: www.cut.org.br