Se marcar a votação, o Brasil vai parar!

A pressão do movimento sindical contra a aprovação da Reforma da Previdência obrigou o governo a recuar e retirar da pauta da Câmara dos Deputados a nova proposta de desmonte da aposentadoria, que deveria ser colocada em votação no próximo dia 6.

Esta é, sem dúvida, uma importante vitória e, por isso, a greve do dia 5 foi adiada. No entanto, temos a certeza que essa vitória não é definitiva, pois a votação pode ocorrer ainda em dezembro, sendo fundamental que a mobilização continue para pressionar os/as deputados/as, a maioria, de olho na reeleição de 2018.

A orientação da direção da CUT é manter o estado de vigilância, fazer pressão nos aeroportos, em todos os eventos onde um/uma deputado/a ou senador/a estiver presente, além de pressionar nas bases de cada parlamentar. Os trabalhadores e as trabalhadoras devem continuar preparados/as para a greve, que deverá ser forte o suficiente para impedir a votação.

Fiquemos atentos/as, pois os termos da nova versão são muito prejudiciais à classe trabalhadora e à sociedade em geral, mantendo inalterados os aspectos centrais do texto original. Está explícito que o principal objetivo da Reforma consiste em enfraquecer a Previdência Pública e fomentar a Previdência Complementar Privada, que será exigida em todos os regimes de previdência públicos (União, Estados, DF e Municípios). Esse é o interesse principal do mercado financeiro pela aprovação, à toque de caixa, desse arremedo de reforma: empurrar as pessoas para o mercado de previdência complementar privada, um dos maiores filões de enriquecimento do capital nacional e internacional, em todo o mundo, retirando direitos até então assegurados.

Ressaltamos que, ao magistério, em especial da esfera pública, a Reforma impõe severas perdas, como por exemplo, a obrigatoriedade de professoras e professores trabalharem 40 anos para obterem o teto de suas contribuições, ou seja, serão obrigadas/os a trabalhar 15 e 10 anos a mais, respectivamente, para terem direito ao que receberiam pela regra atual.

Aos trabalhadores e trabalhadoras não há outra alternativa, a não ser atuar com energia nas atividades de mobilização contra mais essa antirreforma do governo golpista. Assim, o SINPROJA, mais uma vez, convoca toda a categoria a participar das atividades chamadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Com muita garra estivemos na Praça da Resistência, a Praça do Derby, nesta terça-feira, no Recife. Estaremos nas próximas mobilizações, na luta, sempre!

TODOS/AS JUNTOS/AS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIAE A RETIRADA DE DIREITOS!

FONTE: www.cut.org.br /www.cnte.org.br

SINPROJA: 24 ANOS DE LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO JABOATONENSE